Sábado, 12 de Janeiro de 2008

Souselalentejo;Alerta de consciências (18-01-2007)

 É este para mim, o poste ou artigo, como queiram, o mais importante deste souselalentejo.

Sei que este artigo possivelmente não mudará nada, como também sei que possivelmente, sobre a mesma temática não será o único. Se mais houverem sobre o tema, nomes de pessoas e da instituição em causa, surgirão sem qualquer tipo de escamoteamento.

Palavras…meras palavras. Sentidas mas são palavras de quem sente, palavras de quem pensa que o mundo não é maldade, estratégia do mal, palavras de quem pensa que no mundo todos os problemas têm solução. Passado, presente e futuro para todos, são uma mera e simples viagem, que trará certamente como final o términos de que todos, mas todos não podemos nunca fugir. Somos humanos. Jamais esquecerei as palavras de quem um dia sem nunca ter aprendido qualquer letra alfabética, cuja sociedade denominou de “analfabeto” , disse  “A vida são as férias da morte”. E é verdade, caros amigos, o tempo que estaremos longe desta vida, é tão longo, que a própria vida nos encarregou de fazer dela, um curto espaço de recreio e convivência. 

         Palavras, meras palavras que um dia desaparecerão, tal como todos nós. É a triste realidade. Ninguém é eterno.

        Não denominarei qualquer nome nem qualquer tipo de instituição, pois considero suficientemente inteligentes aqueles, aos quais estas palavras lhes são dirigidas, quer pelo lugar que ocupam, quer pela instituição que representam, quer pela solidariedade que podem e devem obrigatoriamente ter, uns para com os outros.

Um dia, tal como todos os outros dias, a escala de serviço estava programada. Alguém, que poderia ser qualquer um, sentava-se num banco de um transporte de passageiros, ligava a ignição do carro e iniciava o seu trabalho de acordo com a escala acima citada. De casa em casa, de passageiro em passageiro, iniciava a curta “longa” viagem ao qual o destino lhe reservava não chegar ao local inicialmente previsto. Esse alguém, repito, que poderia ser qualquer um, viu o que qualquer ser humano jamais deveria ver. O lado obscuro da escuridão, a noite que surgiu do nada em pleno dia, o branco vestido de vermelho, cor que transformou o amarelo do dia num encarnado escuro e medroso. Fotografias gravadas na mente que jamais se apagarão, que jamais se desfasarão, que jamais se renunciarão ás lembranças eternas de um dia que correu mal.  A tragédia de um alguém que viu, o que muitos jamais um dia verão, por mais tempo que o tempo lhes dê de vida.

Esperava-se o apoio incondicional e a solidariedade presencial e moral de todos aqueles que fazem da instituição em causa o que ela deve ser e dar como exemplo.  O que não aconteceu. A revolta desse alguém, notabilizou-se por acções e comportamentos que outros “alguéms”, deveriam perceptar, captar, entender e essencialmente compreender. O que não aconteceu, nem acontece. Os anos de experiencia em lidar com doentes e utentes, não chegaram para entenderem. Não chegaram para perceberem. Juntando as acções acima descritas, traduzir-se-ia tudo numa só palavra. “AJUDEM-ME”…  

Assim não foi compreendido. Aquele que por tudo passara sozinho, aquele que por tudo passara numa imensa sofreguidão, aquele que por tudo passara sem que quem quer que fosse ao seu lado estivesse, sem companheirismo, sem camaradagem, sem a entrega total de entreajuda que deve ser exemplo a seguir pela instituição em causa, hoje é alvo de criticas, de ameaços, de processos disciplinares, de afastamento do seu local de trabalho, de afastamento compulsivo da sua actividade por parte da sua entidade profissional, a dita Instituição.

Se alguém um dia pensar que nunca errou, jamais poderá entender o que é a justiça e a aplicação da mesma.

        Não há ninguém neste mundo que seja completamente perfeito. Não há ninguém neste mundo que possa dizer, “eu nunca errei”. Não há ninguém neste mundo que possa acreditar que é totalmente magistral, não há ninguém neste mundo que possa crer que jamais errará.

        Esse alguém, que a mim, nunca me foi próximo, esse alguém que a mim, nunca em época alguma me socializei nem convivi diariamente, apercebei-me que por tudo o que passou, e pelo seu comportamento, que precisava urgentemente de AJUDA. Era e é visível. Por isso a ele me aproximei dando-lhe a minha amizade. Por isso a ele me acheguei, ajudando-lhe naquilo que me é possível ajudar. Pergunto, sem que interpretem das minhas palavras  uma critica destrutiva, se porventura alguém que deveria estar preparado pela instituição que representa, através de tantos cursos, formações e anos de serviço que lhes dão as divisas que apresentam nos ombros das fardas que vestem, se se aperceberam daquilo que todos os que sem cursos e preparações técnicas nem anos de serviço se aperceberam, que foi a necessidade urgente de ajudar aquele que viveu um dia, o que  talvez nenhum outro profissional dessa instituição,  um dia irá viver. Pergunto, qual foi o dia em que presencialmente, os superiores hierárquicos dessa instituição, se mostraram solidários para com “o alguém em questão”? Pergunto, Os superiores hierárquicos desse “Alguém”, solicitaram o urgente acompanhamento clínico psicológico desse “Alguém”? Pergunto, quem e quantas vezes o visitaram aquando do seu internamento? Pergunto, se esse alguém se excedeu em matéria de comportamento, esse mesmo comportamento não teria e tem causas directas? Pergunto, essas causas não serão aquilo que ele viveu juntamente também á falta de apoio quer clínico quer dos colegas quer também daqueles que vestem as divisas que acima citei, associado também á perca de um ante querido dias após o fatídico dia, conjugado também com o facto de ter perdido a companhia diária da sua família? Muitos de nós somos pais e sabemos o que nos iria custar, saber que já não ouviríamos os gritos alegres, e que não veríamos os sorrisos dos nossos filhos, no mesmo espaço em que vivemos. Acho muito para um homem só.

Pergunto, se esses superiores hierárquicos, vivessem um dia, como viveu esse “alguém”, se tivessem perdido tudo o que ele perdeu em termos familiares, se vissem um dia o que esse alguém viu, se lhes acontecesse o que lhe aconteceu, provavelmente com um eterno sentimento de “culpa” , sem a ter salvo seja, e se não tivessem qualquer tipo de apoio nem ajuda  , se porventura não estariam também eles revoltados? Não teriam também eles comportamentos menos correctos?

        Caros amigos, Ninguém é feito de “ferro”. Nunca ninguém poderá dizer que “desta água não beberei”, nunca poderá ninguém nunca dizer que “jamais me acontecerá”, nunca poderá ninguém nunca dizer “a mim não me acontece” , porque um dia quando menos nós esperamos, poderá acontecer-nos  algo parecido, sem que licença alguma peça para acontecer.

        Tenho a pura da certeza que um dia, se algo de anormal no meu comportamento surgir, mesmo que não haja qualquer tipo de antecedente grave, comparado com o que aconteceu com o “alguém “ citado neste artigo, os meus superiores hierárquicos, e os meus colegas de trabalho, saberão gerir o acima descrito, de forma a que eu seja ajudado convenientemente, de forma a que eu seja acompanhado e certamente que estarei apoiado sem qualquer tipo de processo disciplinar, ou afastamento compulsivo do meu local de trabalho nem serei marginalizado e discriminado porque sei que aqueles que comigo colaboram e trabalham, têm o que muitos deveriam ter e não têm. FORMAÇÃO, EDUCAÇÃO, ESPIRITO DE ENTREAJUDA, COLABORAÇÃO E  acima de tudo SOLIDARIEDADE. Adjectivos que deveriam fazer da instituição em questão exemplos inquestionáveis.

Eu , Carlos Gil,  sócio da Instituição que não mencionei, mas que sei que os responsáveis da mesma, o entenderam,   por uma questão de dignidade,   quer do vosso colaborador denominado aqui de “Alguém”, quer de todos os outros colaboradores, quer da    instituição, quer da Direcção, quer da hierarquia dos colaboradores , quer dos responsáveis, quer dos próprios SÓCIOS, apelo em nome de todos, por uma questão de humanidade, por uma questão de sensibilidade, por uma questão de moralidade e solidariedade , a urgente e imediata retirada de qualquer processo disciplinar, a retirada imediata de qualquer procedimento processual  que leve ao afastamento do “Alguém” em questão, tendo este pedido como fundamento os motivos que acima mencionei em todos os sublinhados . Todo o ser humano tem perante graves problemas, as suas limitações psicológicas. Ninguém consegue resistir e ser indiferente, quando tudo acontece ao mesmo tempo, sem que nada nem ninguém tivesse pedido licença e ordem para que acontecesse. Por mais erros que se possam cometer na vida, ninguém merece passar por tanto, sem ter qualquer tipo de ajuda, sem sentir qualquer tipo de apoio, sem sentir qualquer tipo de solidariedade, daqueles que deveriam ser os primeiros a dar o exemplo. Peço que dignifiquem a Instituição, ao qual me orgulho de ser sócio, que ajudem quem está a precisar, que se “remendem” todos os erros, quer de uma parte quer de outra, porque tal como inicialmente disse, ninguém é perfeito, e todos nós cometemos os nossos erros.

Um grupo grande de amigos, colegas da instituição  e de sócios, decidiu positivamente á publicação deste artigo, depois de devidamente analisado tendo como intuito, alertar algumas consciências para que todos encontrem de forma sã, um caminho a seguir, sem que ninguém saia prejudicado.

A todos aqueles que directa ou indirectamente, hoje ainda sofrem com o dia que faz titulo a este poste, tentem viver o dia a dia, com a coragem que a vida nos impõe.

               

Carlos Gil

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PUBLICADO POR: carlosgil às 14:47
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55 comentários:
De mariajoaosa2911 a 7 de Dezembro de 2008 às 00:17
Gil acho que tem imensa razão em tudo o que afirma, é muito complicado lidar com "pessoas", sobretudo, com aquelas que pensam que sabem tudo e que nunca erram, enfim, as ditas "perfeitas".Porém, é preciso coragem e seguir em frente.
Gosto imenso de ler os seus comentários! Continue.


De SARA a 7 de Fevereiro de 2008 às 19:05
srARMANDO veja as contas


De Anónimo a 23 de Janeiro de 2008 às 23:02
e é verdade. Somos humanos . Mas á uma diferença grande. É que hoje em dia vive-se na selva.


De MJC a 23 de Janeiro de 2008 às 14:25
Concordo contigo... Uma pessoa quando já não é útil " é posta de lado... Se as pessoas se ajudassem mais , talvez as coisas fossem diferentes. Cada vez menos existe entre ajuda entre os seres humanos ... Infelizmente...


De Anónimo a 21 de Janeiro de 2008 às 11:22
Prosessos agora é moda. tou pra ver se não ha contra dirigentes tb.


De sousel a 20 de Janeiro de 2008 às 12:48
mais uma queixa


De Anónimo a 16 de Janeiro de 2008 às 18:46
Esqueci-me de dizer uma coisa ó Gil. não respondas a mais comentário nenhum. O que quizeste dizer, as pessoas de bem já entenderam. Acabou.


De Anónimo a 16 de Janeiro de 2008 às 18:43
Camarada Gil:
É assim. Fizeste este artigo, achaste que devias ajudar o moço. O resto são andorinhas. O que os outros dizem, fica na consciencia. Eles devem ter a razão deles, e o rapaz também deve ter as suas razões. Uma coisa é certa, se ele precisa, arranjem maneira de ajudar o moço. Agora comentar aqui, comentar ali, põe aqui, responde ali, deixem-se de coisas. Ajudem mas é a pessoa e pronto.


De Pintão a 16 de Janeiro de 2008 às 15:24
Sinceramente também não vejo onde está a polemica. Ha alguem que possa ser julgado por querer ajudar??
PARABÉNS GIL


De @Mota@ a 16 de Janeiro de 2008 às 15:00
não vejo onde para a polémica neste post, acho que o Gil apenas está a tentar ajudar o rapaz, quanto a mim e acreditem que vivi esse acidente com muita magoa, acho que todos sabem porque, eu não queria estar na pele do "Bombeiro", pois ele psicologicamente não ficou bem de certeza, agora o que se passou entre ele e o comandante ou chefe, não sei por isso não comento, no entanto é sempre bom ouvir as duas partes, mais que não seja para esclarecer a questão

João Mota


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